O que falta para o MDB montar chapa para fazer três federais em AL?

 O que falta para o MDB montar chapa para fazer três federais em AL?

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				O que falta para o MDB montar chapa para fazer três federais em AL?
Isnaldo Bulhões e Rafael Brito disputam a reeleição pelo MDB. Reprodução

O MDB de Alagoas avança para fechar uma das chapas mais competitivas da eleição para a Câmara dos Deputados. A conta que circula hoje nos bastidores aponta para a possibilidade real de eleger dois podendo nos próximos dias confirmar reforços para eleger três deputados federais.

A matemática é baseada em projeções reais.

Os quatro nomes já confirmados — Isnaldo Bulhões, Rafael Brito, Tereza Nelma e Chicão — teriam potencial para somar entre 260 mil e 290 mil votos. Em um cenário em que o quociente eleitoral deve girar em torno de 190 mil mil votos e a eleição por média ficará entre 140 mil e 150 mil votos, a segunda vaga estaria garantida com relativa segurança.

A terceira exige cálculo refinado.

Faltariam algo entre 130 mil e 160 mil votos para consolidar maios uma cadeira adicional. É aí que entra a engenharia da chapa.

Entre os nomes sondados pelo partido – alguns com disposição para enfrentar a eleição – estão os ex-deputados federais Maurício Quintella e Cristiano Matheus, o ex-deputado estadual Gilvan Barros, as vereadoras de Maceió Fátima Santiago e Silvânia Barbosa, o ex-vereador de Maceió Zé Márcio, Fabiana da Apae, Renata Freitas e o ex-prefeito Renato Filho.

Além deles, circula nos bastidores a informação de um nome “surpresa”, com densidade eleitoral especialmente na capital.

O MDB não deve esperar o prazo final para fechar o grupo, mas a tendência mesmo é definir a composição na segunda quinzena de março. A lógica é simples: se os seis nomes restantes somarem cerca de 150 mil votos, a terceira vaga deixa de ser projeção e passa a ser meta real.

A estratégia é dar aos candidatos condições de disputar em pé de igualdade, criando ambiente de mobilização intensa. Quanto mais votos pulverizados e competitivos, maior a chance de atingir o patamar necessário.

O MDB trabalha oficialmente com cenário de duas vagas garantidas e a terceira como objetivo. O jogo proporcional, no entanto, nem sempre é previsível.

Enquanto isso, as demais chapas também se estruturam. O PP aparece hoje com musculatura para eleger de três a quatro deputados federais. O PSD trabalha em faixa de uma a duas vagas. O PL deve montar chapa na mesma linha, mirando uma ou duas cadeiras. O MDB, por sua vez, posiciona-se no intervalo de dois a três.

A diferença estará nos detalhes. Na escolha dos nomes finais. E na capacidade de cada partido de equilibrar puxadores e candidatos médios, evitando dispersão excessiva.

Na eleição proporcional, é preciso ir além dos puxadores de votos. É preciso ter nomes para fechar a conta. E, nesse momento, o MDB parece decidido a fazer os cálculos até o último voto.

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