Acordo entre JHC e Arthur Lira emperra e depende de Luciano Barbosa
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As conversas para uma aliança entre JHC (PSDB), Arthur Lira (PP) e Alfredo Gaspar (PL) seguem avançando nos bastidores, mas o acordo ainda não está fechado e enfrenta dificuldades do tamanho de Arapiraca.
A expectativa nos bastidores dos grupos envolvidos é de que uma definição possa sair ainda esta semana.
“O prazo vai até sexta. O JHC deve anunciar um acordo com Lira e Gaspar. Eudócia será suplente de Gaspar e João Antônio, irmão de JHC, suplente de Arthur”, afirmou um influente interlocutor ligado às negociações.
Nesse desenho, Alfredo Gaspar e Arthur Lira disputariam o Senado, enquanto JHC seria candidato ao governo. A senadora Eudócia Caldas (PSDB), que inicialmente aparecia como candidata à reeleição, abriria mão da disputa para ocupar a suplência de Gaspar.
A leitura de aliados do grupo é que o arranjo daria a Eudócia possibilidades de assumir o mandato.
“Gaspar é cotado para ser ministro num eventual governo Bolsonaro ou secretário de Segurança se JHC for eleito. Nessa hipótese, Eudócia poderia assumir o mandato de senadora por mais quatro anos”, avalia o interlocutor.
Por enquanto, tudo não passa de especulações. A principal dificuldade estaria na composição com Arthur Lira.
Outro influente interlocutor afirma que o avanço da aliança do entendimento entre Arthur e o prefeito de Arapiraca, Luciano Barbosa (MDB).
“Depende do que Arthur e Luciano decidirem. Mas, no momento, o que existe de certo é o compromisso de JHC com Gaspar”, resume.
Essa frase ajuda a explicar o cenário atual.
Enquanto a aliança com Gaspar está praticamente fechada, a negociação com Arthur envolve engenharia mais complexa, passando por espaços na majoritária, suplências, participação de Arapiraca na chapa e equilíbrio entre os grupos regionais.
Nos bastidores, cresce a avaliação de que JHC e Gaspar somam eleitoralmente mesmo sem apoio formal de prefeitos ou grandes estruturas do interior.
A aposta seria numa campanha mais concentrada em voto de opinião, redes sociais e presença direta nas ruas.
Já Arthur Lira representa outra lógica política: estrutura partidária, prefeitos, articulação regional e capilaridade no interior.
Por isso, embora o acordo continue sendo tratado como provável, ele ainda não pode ser considerado fechado.
E o principal ponto de indefinição, neste momento, parece estar menos entre JHC e Gaspar — e mais entre Arthur Lira e Luciano Barbosa.