Paulo Dantas é um dos poucos a ficar no cargo para comandar sucessão
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O governador Paulo Dantas (MDB) fez uma escolha que o coloca em um grupo reduzido no país. Em vez de deixar o cargo para disputar um novo mandato em 2026, decidiu permanecer no governo até o fim e assumir o comando da sucessão em Alagoas.
Esse não é o padrão. Paulo foi “tentado” várias vezes a deixar o cargo e disputar o Senado. Entre aliados, a avaliação é que ele teria uma eleição praticamente certa. Teria? A resposta não virá nesta eleição.
O governador é um dos poucos que fica no cargo para eleger o sucessor. É o que mostram os números.
No Brasil, após o prazo de desincompatibilização, os governadores se dividiram em três movimentos. Um grupo de 11 deixou o cargo para disputar outros mandatos e 9 permanecem no governo para tentar a reeleição. Um terceiro, menor, optou por ficar fora da disputa para organizar o próprio grupo político.
É nesse último que Paulo Dantas se encaixa.
Entre os que deixaram o cargo, Romeu Zema (MG) e Ronaldo Caiado (GO) saíram para disputar a Presidência. Outros optaram pelo Senado, como Cláudio Castro (RJ), Ibaneis Rocha (DF), João Azevêdo (PB), Mauro Mendes (MT), Gladson Cameli (AC), Helder Barbalho (PA), Renato Casagrande (ES), Antonio Denarium (RR) e Wilson Lima (AM).
Há também os governadores que permaneceram no cargo para tentar a reeleição. É o caso de Jerônimo Rodrigues (BA), Elmano de Freitas (CE), Rafael Fonteles (PI), Fábio Mitidieri (SE), Raquel Lyra (PE), Eduardo Riedel (MS), Tarcísio de Freitas (SP) e Jorginho Mello (SC).
O terceiro grupo é menor.
Reúne governadores que poderiam disputar outro mandato, mas optaram por permanecer no cargo para conduzir a sucessão. Estão aí Paulo Dantas (AL), Carlos Brandão (MA), Wanderlei Barbosa (TO) e Marcos Rocha (RO).
Outros nomes, como Eduardo Leite (RS), Ratinho Júnior (PR) e Fátima Bezerra (RN), também ficaram, mas com atuação política mais aberta neste momento.
A decisão de Paulo causou estranhamento em parte da classe política. Sem poder disputar a reeleição, ele poderia ter seguido o caminho de boa parte dos colegas e renunciado para buscar o Senado. Havia ambiente político para isso.
Não fez.
Preferiu permanecer no cargo e assumir a responsabilidade de organizar o grupo e conduzir a sucessão. Por quê? A resposta é simples.
Era o combinado. E, para Paulo Dantas, o combinado não é caro.